Frase...
Um Homem sem ambições é como um espantalho ao sol!
Todos passam por ele e alguns, ainda lhe cagam em cima!
RC
Entre rodadas, dão-se dois dedos de conversa. Fala-se um pouco de tudo, até que, chega a hora de: -Venha mais uma, que hoje falo eu!
Um Homem sem ambições é como um espantalho ao sol!
Todos passam por ele e alguns, ainda lhe cagam em cima!
RC
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RC
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1/17/2007 12:29:00 p.m.
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Hoje de manhã recebi um mail de um amigo! Homem de Coimbra e adepto da Académica, deixou-me os olhos humedecidos com as curtas palavras que escreveu sobre o jogo de ontem, em que recebemos e perdemos 2-0 com o Benfica. Pode ser um pouco polémico e politicamente incorrecto, mas não quero deixar de o partilhar aqui:
A Académica perdeu e pronto. Não me desculpo com penaltys como fazem os outros. Quando acabou o jogo eu era ainda mais da Académica. E hoje ainda mais.
Os chamados "grandes" de Lisboa precisaram do Salazar para o ser. Os do Porto, precisaram do Calheiros e do Apito Dourado.
A Académica é transversal, diferente, vai além da bola na trave. Os "outros" nunca a vão entender.
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CHV
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1/16/2007 12:25:00 p.m.
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Olá!
Se for 20% menos que em 1990, já não é nada mau (considerando que as emissões aumentaram uns 10% desde lá, então essa descida significa um decrescimento real de 27% em relacão aos valores actuais). O único problema que resta é definir de que maneira é que este objectivo será atingido. O problema com a reducão das emissões de CO2 é o de que (quase ) toda a gente está de acordo em relacão à necessidade de reduzir. O problema é quando, por exemplo, o governo decide implementar taxas extras sobre a aviacão, o tráfico, a gasolina, a indústria, etc (uma das estratégias que os governos nórdicos têm implementado). Aí indigna-se o povo e aponta-se o dedo a outros culpados (como a indústria pesada, por exemplo, ou o Bush, o bode expiatório favorito da malta na Europa nos últimos tempos). Se o pessoal deixasse o carro em casa no dia-a-dia e apanhasse transportes públicos e abandona-se os planos de ir a Londres no próximo fim-de-semana para comprar roupa, já daria uma contribuicão individual estupenda, sem ter alterado radicalmente a qualidade de vida pessoal.
A revolucão ecológica tem de partir dos indivíduos, não do estado. O último caso tem um nome já sobejamente conhecido: comunismo. Só com a alteracão dos hábitos de consumo individuais se atinge a meta da reducão das emissões de CO2 sem sofrer uma reducão das liberdades individuais. O outro lado da reducão tem de vir do desenvolvimento tecnológico e adopcão de planeamento de recursos como componente fundamental do sector público e privado (a criacão de departamentos de recursos materiais em cada instituicão pública, por exemplo, em que os membros seriam responsáveis pela reducão e aproveitamento máximo dos recursos energéticos e materiais da instituicão). A terceira vertente parte dos governos, mas como dito anteriormente, existe um balanco frágil entre as liberdades individuais e o bem comum, sendo por isso a intervencão destes um plano delicado, mas indisputavelmente fundamental.
Em relacão aos EUA, China, Brasil, etc, concordo com o post, mas continuo a sublinhar que se toda a gente no planeta viver segundo os padrões de consumo de um cidadão médio europeu, então seriam necessários 3,1 planetas Terra para fornecer recursos suficientes para manter a mesma "qualidade de vida" a toda a gente (se adoptássemos o consumo do cidadão médio americano, seriam necessários 5,4, de acordo com o mesmo artigo que li). Como é que podemos negar a um chinês que ele tenha 2 ou 3 carros no seu agregado familiar, quando é prática quase comum na Europa e nos EUA viver de acordo com esse padrão de vida? O exemplo tem de comecar de algum lado. A Suécia tem sido campeã da ecologia em muitas frentes (um dos poucos países na Europa que reduziu a emissão de CO2 desde 1990; a estratégia governamental é ver-se livre do carvão e petróleo como fontes de energia até 2030), sem no entanto sofrer uma descida considerável na qualidade de vida individual dos seus cidadãos ou perder completamente a competitividade económica no mercado internacional. Se um país consegue, porque é que os outros não conseguem? Não será este um caso a estudar? Tanto em Portugal como na Noruega tem-me irritado os comentários na imprensa do género: "Mas o nosso país só contribui com 0,5 % para a emissão global de CO2. Mesmo se reduzissemos 50%, não teriamos quase nenhum efeito no equilíbrio ecológico do planeta. Comecem pelos EUA, que contribui com 30%". Se todos pensarem assim, então não se vai mesmo a lado nenhum. Tem de se comecar por algum lado. Portugal foi um dos primeiros países no mundo a abolir tanto a escravatura como a pena de morte, numa altura em que ambas eram consideradas como "normais" em quase todos os países ocidentais. Este é um exemplo de como a fuga à normalidade e a abstencão de se comparar com os níveis e realidades internacionais (em certos casos específicos) e tomar iniciativa primeiro pode ter um efeito positivo e sensibilizante.
Este fim-de-semana li um comentário do autor Jostein Gaarder (o autor de "O Mundo de Sofia" e "Maia", entre outros) sobre o aquecimento global: se uma pessoa tentar largar um sapo numa panela com água a ferver, este salta imediatamente; se, no entanto, largarmos um sapo em água fria e formos aquecendo lentamente, podemos cozer o sapo sem que este se aperceba. A nossa geracão vive uma situacão semelhante. Visto que a mudanca é gradual, o pessoal não se apercebe da direccão em que se caminha.
Abracos
O "radical" ecologista
:-)
Paulo.
P.S.: Isto era para ser um 'comment' ao artigo anterior, mas devido a problemas informáticos, tive de o escrever com um post (o blogger não me deixou publicar o comentário, vá-le lá saber porquê!)
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viking
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1/16/2007 11:37:00 a.m.
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A Comissão Europeia anunciou esta semana a estratégia energética até 2020. O objectivo será a redução em 20% das emissões de CO2 em relação às emissões de 1990 e que 30% da energia seja proveniente de fontes renováveis.
De imediato ONGs ambientalistas manifestaram-se contra, dizendo que estavam a ser pouco ambiciosos. Mas será que estão mesmo? A UE tem-se empenhado fortemente na alteração dos hábitos dos seus cidadãos e empresas em relação ao ambiente. A educação ambiental é uma realidade em quase todos os países. Será que não é altura de virar os olhos para outros países?
Países como China, Índia, Rússia e acima de todos, os EUA têm que começar a ser responsabilizados pelo que já está a acontecer! A ONU tem que agir. Não é continuar a ser a marioneta que fala ao sabor do vento, sendo que este parece soprar sempre no mesmo sentido...
Não é com críticas ao que poderá ser considerado pouco ambicioso que se consegue algo. Critique-se quem não faz nenhum e ajude-se os que já fazem algum a fazerem melhor do que propõem!
Cumprimentos
RC
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1/14/2007 01:00:00 p.m.
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Ontem à noite fui ver a ultima criacão de Sofia Coppola, Marie Antoinette, com Kirsten Dunst no papel central. O filme é a primeira biografia cinematográfica em língua inglesa desde a adaptacão "Marie Antoinette" com Norman Shearer de 1938.
O filme é de um esplendor visual exuberante. É um banquete para os olhos, desde a primeira cena até ao último segundo. O tom é leve, as conspiracões políticas e os acontecimentos históricos e sociais precedentes à revolucão francesa são periféricas na narrativa que é exposta ao público. O filme dá-nos um olhar feminino e intimista da vida de Maria Antoinette. Talvez a mais realista, quando se tem em consideracão aquilo que se sabe hoje em dia sobre a vida pessoal da rainha decapitada. O guião do filme é fortemente baseado na biografia recente (2001) de Antonia Fraser "Marie Antoinette: The Journey", que foca mais sobre os aspectos pessoais da vida da rainha. Felizmente, para muitos, Sofia Coppola livrou o público de um final pesado e deprimente, ao escolher parar o filme no momento em que a família real abandona Versalhes. Pode-se dizer, inclusive, que o filme é uma descricão da vida da rainha como moradora de Versalhes, apenas e exclusivamente.
Em termos de realizacão, Marie Antoinette segue as mesmas linhas de estilo vistas em Virgins Suicide e Lost in Translation. Sofia Coppola prima por exibir uma sequência narrativa na qual a imagem e o jogo de silêncios são as vozes mais marcantes da (in)accão. O filme flui num ritmo melancólico/nostálgico, num estilo MTV, onde a exuberância de fatos, perucas, palácios e, até mesmo, comida, bombardeia-nos num deleite visual. A autora atreve-se a misturar claros anacronismos cenéricos (vê-se descaradamente um par de sapatilhas Converse All-Star e um pullover Blueberry num par de cenas) e musicais (a banda sonora é excelente, marcada pelo Novo Romantismo extravagante da brit-pop e punk da década de '80 - aconselha-se!). Os actores escolhidos para os papéis cuprem os seus papéis na perfeicão exigida (ambos os reis, Rip Torn e Jason Schartzman, dão-nos uma imagem credível e humana dos respectivos monarcas, Luís XV e XVI), Kirsten Dunst presenteia-nos com uma versão juvenil de Marie Antoinette que talvez seja mais apropriada à primeira parte da sua vida como rainha (Marie Antoinette casou-se com 15 anos de idade e tornou-se rainha com 19 - é nesse tom adolescente que Kirsten interpreta a sua personagem). É uma descricão na primeira pessoa, no mesmo estilo que vimos em Lost in Translation. Fica-se com a sensacão que o filme é uma sequência longa (2 horas e 18 minutos) de colagens estéticamente ricas e coloridas de uma sociedade fútil e centrada sobre si própria.
Acredito que o filme não é para todos. Muitos odiarão o filme pelo vácuo de acontecimentos e pela previsibilidade da realizadora. Outro(a)s (maioritariamente elas, arrisco eu!) adorarão a frescura e a semi-melancolia de algumas cenas. Pessoalmente, caio no segundo grupo.
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1/13/2007 03:36:00 p.m.
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Ora olá outra vez meus amigos!
Desde que regressei tanta e tanta coisa aconteceu que nem sei bem por onde começar. Mas uma das novidades é que decidi voltar à práctica do futebol e desde então duas noites por semana lá tento desenferrujar as pernas e espelhar o perfume português pelos campos canadenses.
Ora o que me leva a contar-vos isto hoje é porque acabo de chegar a casa depois de mais um jogo em que tive os louvores de todos os membros da equipa e dos habituais membros da "claque". Mas não pensem que por aqui se joga mau futebol. Para já estou a jogar numa equipa de 4ª divisão (sim, leram bem, 4ª divisão) de indoor, e apesar de achar que nenhuma das outras equipas é melhor que a nossa (já agora a equipa chama-se Venezuela e é composta por venezuelanos, colombianos, mexicanos, equatorianos, um português (eu), um chinês e um canadiano). Mas onde ia eu agora... Ah! Já me lembro, mas apesar de as outras equipas não serem claramente melhores que a nossa, não podiamos estar a fazer muito pior. Mas eu gostava de vos ver a jogar com tabelas... Mas hoje marquei dois golos (sim, eu não sou apenas um defesa que destroi jogo!!!) e voltámos a perder. Mas o que mais me marcou, apesar de estar satisfeito com o meu primeiro jogo de SEMPRE em que marco dois golos, foi o árbitro. Por vezes vê-se à distância que o árbitro não faz a menor ideia do que está a fazer, mas quando começamos a perceber que está a prejudicar uma equipa claramente... temos pouco depois a confirmação de que em conversa entre dois árbitro um deles diz ao outro que não gosta de latinos!
Por momentos dentro de campo recuperei a alegria de jogar, a alegria do futebol. Duas equipas a jogarem rasgadinho e durinho, mas sempre nos limites, golos para todos os gostos e feitios, e de repente vem um elemento estranho ao jogo e começa a estragar tudo!
Ainda celebro as vitórias da minha briosa, mas a Académica que todos conhecem já não é a minha académica pelas razões que muitos de vós ja conhecem.
E pegando neste exemplo lanço a pergunta final (sim, este post tem um objectivo):
Porque é que quando algo é quase perfeito temos sempre de complicar, corromper, acabando por destruir?
Abraços dos gelo e da neve,
Virgilio
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1/11/2007 06:58:00 a.m.
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Olá a todos.
Após um longo interregno na publicação de textos, iremos voltar a escrever. No entanto, dado que a disponibilidade para escrever bons textos não é muita, combinou-se entre os editores que não haveria dia específico para escrever, como até aqui.
O novo blogger (que já não é beta!) disponibilizou também um conjunto de ferramentas novas interessantes, que, para um ignorante nestas linguagens de programação como eu sou, permitirão organizar os textos de outra forma. Assim que tiver um pouco de tempo e paciência, algumas mudanças estruturais irão ocorrer no blog!
Espero que nos voltem a visitar com a mesma regularidade e que comentem os nossos textos sempre que possível.
Cumprimentos,
RC
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1/11/2007 12:02:00 a.m.
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Pois eh, depois de tanto tempo sem escrever, finalmente la tenho tempo para umas palavras e nem em portugues correcto podem ser.
Pelo meio de quase dois meses de ausencia consta uma visita ao Reino Unido, o esperado regresso a casa, e agora o regresso as terras nao tao frias quanto isso dos Canadas!
Prometo nas proximas 2as voltar ah carga. Mas agora tenho de aprender a escrever portugues com um teclado em ingles!!!
Espero que todos tenham tido merecidas ferias e estejam prontos para mais um ano de luta!!!
Virgilio Cadete
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William Jack
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9/06/2006 11:56:00 p.m.
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Esta semana foi revelado que o vencedor do prémio Nobel da Literatura em 1999, o escritor alemão Günter Grass, alistou-se voluntariamente nas forcas de elite nazis Waffen SS durante o final da segunda guerra mundial. O autor contava 17 anos por altura desta decisão, em 1944. Esta revelacão foi anunciada por Grass como antecedente ao lancamento da sua auto-biografia que sairá brevemente.
Lecha Walesa (prémio Nobel da Paz em 1983 devido à lideranca do movimento Solidarnócz que contribuiu fortemente para a queda dos regimes comunistas na Europa de Leste e ao consequente ponto final na Guerra Fria) afirmou pouco tempo depois que desejava que a cidadania honorária de Gdansk de Günter Grass lhe fosse retirada. Muitos deputados polacos, e mesmo alemães, pediram ao instituto Nobel que o prémio de 1999 lhe fosse igualmnete retirado.
Günter Grass dedicou grande parte da sua carreira literária como advogado do pacifismo e como caso único no panorama intelectual alemão que se debrucou a remexer nas feridas da segunda Guerra Mundial. A triologia iniciada com "O Tambor" (1959) e a reflexão causada por um dos seus ultimos romances "Im Krebsgang" (2002) leva o leitor a pensar nos dois lados de um conflicto. Grass nasceu em Gdansk, na altura o estado livre de Danzig, e a sua infância é marcada pela dualidade entre as nacionalidades polaca e alemã. Também foi Grass que anunciou a famosa tirada "Depois de Auschwitz, nunca mais uma alemão poderá honestamente sentir-se orgulhoso de ser alemão".
Que penso eu acerca deste debate?
Creio que 60 anos de carreira a escrever sobre um dos temas mais sensíveis da história alemã, escrita por um alemão, é pena mais do que suficiente para pagar erros que se fazem quando se tem 15 ou 16 anos de idade. Que sabe uma pessoa com essa idade? Foi talvez um erro guardar um segredo deste calibre durante tanto tempo. Mas pensando melhor, teria a sua carreira literaria atingido tais topos caso esta informacão fosse publicamente conhecida? Não estaria Grass condenado a ser classificado como "mais um nazi que tenta desculpar-se" quando alguém lesse um dos seus livros?
Gdansk e Günter Grass estarão sempre ligados na minha memória. Talvez Grass seja um bom exemplo para nos fazer lembrar que um conflicto tem sempre dois lados, e que por vezes se encontram indivíduos que se encontram na fronteira entre estes.
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viking
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8/16/2006 01:02:00 p.m.
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Estou triste, ou mais ou menos deprimido! Ontem acordámos com a notícia de que uma tentativa de atentado terrorista tinha sido anulada pela acção consertada dos serviços secretos Britânicos, dos EUA e do Paquistão! Algumas dezenas de pessoas terão sido detidas em Inglaterra e no Paquistão, todas de nacionalidade Britânica!
O acto consistiria em fazer explodir em pleno voo e de forma mais ou menos simultânea 10 aviões sobre o oceano Atlântico, que fizessem a ligação Londres-EUA. Este planeamento de um acto perversamente espectacular quase de certeza terá a mão da Al-Qaeda!
Obviamente que o facto de o atentado ter falhado só me pode deixar satisfeito! No entanto, esta notícia deixa-me ao mesmo tempo assustado! No próximo ano planeio ir aos EUA em trabalho! E se por ironia do destino, calhar ir num voo onde entram uns malucos desses e fico a servir de comida para os peixes algures no meio do Atlântico!?
Sinto-me triste também pelos comentários que li às notícias publicadas em alguns jornais e blogs! A quantidade de pessoas que consideraram este anuncio um acto de propaganda do eixo Inglaterra-EUA é maior do que eu suporia! Fiquei chocado mesmo com o teor de alguns textos. Textos que destilam ódio contra os Americanos e Ingleses, de pessoas que se cruzam todos os dias connosco na rua! Pessoas supostamente inteligentes a escreverem que seria bem feito que tal atentado tivesse sido um exito! Será que essas pessoas, se é que são pessoas..., se colocaram na pele do pai que vai descansadamente colocar o filho num voo para Nova Iorque, onde irá estudar durante meio ano, e que ao chegar a casa, liga a TV e descobre que o avião do filho explodiu!? Será que quem escreve estes comentários pensa sequer na mensagem que está a passar para os outros!
Não sou nem de perto nem de longe apoiante da política externa dos EUA ou dos Ingleses! O discurso imperialista destes países, e principalmente os ataques constantes a quem não pensa como eles, tem instigado o ódio nos países Muçulmanos e nalguns da América Latina! Quem se tem aproveitado desta política têm sido os políticos populistas - exemplo, Hugo Chávez! A guerra no Iraque serviu apenas e só para aumentar as legiões de movimentos terroristas que com a desculpa de ataques ao Islão, procuram recrutar em todo mundo aqueles que não foram capazes de se integrar nas sociedades em que vivem!
Também ontem me despedi de duas visitas! É sempre bom receber amigos, principalmente velhos amigos, daqueles com os quais sabemos sempre que estarão lá no melhor e no pior! No entanto, ve-los partir é duro. Ainda para mais com o clima de tensão que se vivia em Londres, mesmo sendo o voo delas directo a Lisboa.
A vida é assim mesmo. Um dia diz-se bom dia ao vizinho do andar de cima, no dia a seguir vê-se a foto dele nos jornais! Viver em Inglaterra nos tempos que correm não deve ser fácil, principalmente para os Muçulmanos, que se vêm encurralados entre duas linhas de combate: de um lado a opinião pública não Muçulmana, que desconfia, mesmo inconscientemente, de tudo o que se parecer com um Muçulmano; do outro os terroristas Muçulmanos, já que são os actos prepertrados por estes que levam à desconfiança e a actos de violência contra o comum dos Muçulmanos, aquele que trabalha, paga os seus impostos, investe na educação dos filhos e ama o país onde vive e que lhe deu uma oportunidade de vida melhor!
Cumprimentos,
RC
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8/11/2006 04:11:00 p.m.
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À umas semanas atrás visitei um amigo no estrangeiro que fuma regularmente marijuana. Descobrir que ele usava marijuana não foi nenhuma surpresa, aquilo que mais me surpreendeu foi a frequência com que o fazia. Daí ter-me preocupado um pouco. Falámos um bocado sobre esse assunto e, dado o meu campo ser o da bioquímica e neurociências, prometi investigar um pouco na literatura quando voltasse a Trondheim, sobre possíveis efeitos nocivos a curto e/ou longo prazo devido ao uso de estupefacientes canabinóides.
Deste modo escrevi aquilo que mais tarde os meus colegas chamaram "The cannabis report". A pesquisa que fiz foi muito superficial (demorou-me cerca de 1 dia, e não tive tempo para consultar muitas fontes, embora confie naquelas que pesquisei). O relatório que escrevi não se debruca sobre os efeitos da marijuana, mas sim sobre possíveis consequências e impacto a nível de saúde do indivíduo. Também convém sublinhar que os detalhes científicos acerca da accão bioquímica/psicotrópica desta classe de compostos estão escritas duma forma vaga, apressada,e, consequentemente, não estão totalmente correctos ao detalhe (não me interessava bombardear o meu amigo com palavrões técnicos, o mais importante para mim era fazer passar a mensagem). No geral, confio nas conclusões finais do meu relatório.
Perdoem-me os leitores por estar escrito em inglês. Por questões de carácter profissional, não tenho muito tempo disponível para efectuar a traducão ou aprofundar o meu estudo. Se alguém tem sugestões ou correccões, ficarei agradecido por os mandar. Convém afirmar também, que embora as minhas conclusões apontem para o uso de marijuana como relativamente pouco nocivo, não quero que ninguém daí conclua que eu promova, aconselhe ou use pessoalmente este tipo de estupefacientes (prefiro restringir-me ao álcool como substância recreativa). Na minha opiniao, o melhor é permanecer sóbrio, dar umas corridas na floresta, apanhar uns banhos de sol na praia e levar umas garotas para casa de vez em quando (de preferência sempre a mesma, se possível!). Acredito que as substâncias neurotrópicos que existem no nosso sistema nervoso são suficientes para induzir os nossos "highs" naturais sem ter de recorrer a estimulantes químicos externos.
Ora aqui vai:
"In the last two days I have been researching a bit on the internet and getting some literature and discussing with a couple of the biologists in my lab about the possible side-effects of cannabis. I must warn that this is a superficial overview of the literature I got hold of and that it is not a full scale survey of the references I have read. But the conclusions are as follow:
- Marijuana works both in the peripheric and the central nervous system through the activation of two metabotropic receptors that have been identified in the early 1990´s. These ones are sensitive to an internal regulatory neurotransmitter called anandamide and the cannabinoid family of receptors is 10 times more frequent to find than the opioid system. Both share the property of balancing the effects of the dopaminergic system (potentiating its release). The receptors are more or less widespread everywhere in the nervous system. There is also a second class of cannabinoid receptors present at immunocells and they regulate the inflammatory reaction (by suppressing it to a certain extent). The effects of the cannabinoid substances are therefore generally unspecific.
- Cannabinoid is one of recreational drugs with less capability of leading to physiological addiction. Alcohol and nicotine are much stronger addictive substances than marijuana. Nevertheless, it can lead easily to psychological addiction (there is a difference between physiological and psychological addiction: in the first, a person feels bad and feels a strong need for the substance when some time has passed after the last dose; in the second, a person don´t feel this need, but in a way misses the feeling of being high – it is difficult to explain, but there is a difference).
- There is only one case of dying by overdose in the clinical records, and it was a guy who smoked around 6 joints a day for several months. The basic principle is that it is not possible to die of overdose of marijuana by smoking acutely (in just one episode), but it is possible to get poisoned by long-term consumption (although, as I wrote, there is only one proved case of it in the history of medicine worldwide).
- Although the risk of addiction is low, it can happen. There are withdrawal symptoms like insomnia, restlessness, lost of appetite, irritability, anger, jerkiness and increased aggression. Frequent use also leads to metabolical habituation: the user needs bigger doses to get the same effect.
- The effect of a dose lasts from 1 to 4 hours. The effects are gone the day after use. Nevertheless, since the cannabinoids are liposoluble substances, they have a very low exit rate from the body and they can be detected in human tissue up to one month after its use.
- Among the most prominent psychotropic effects at the cognitive function level, loss of working memory and decreased ability to concentrate are the best known. This is the reason people are advised not to work, drive or do precision work while smoking marijuana. From what it is known, these effects are gone the day after.
- High doses of marijuana consumption also affect reproductive success, especially in men. It decreases sperm mobility and it interferes in the fertilization process. But it needs to be frequent users in order to get this impairment.
- The biggest health risks are the ones related with the smoking: lung and throat cancer, bronchitis, heart problems, etc. But that is mainly derived by the fact that one has to smoke it, so it has the same risks as smoking normal tobacco. It hasn´t be proven any neurodegenerative implications yet (Alzheimer, Parkinson, etc). Actually, there are lines of research were people are testing it as medicine to these same diseases. Cannabinoids induces lower immune resistance (you become less resistant to colds, for example), but it seems to have therapeutical effects by reducing the inflammatory responses or in treatment of chronic pain.
- There is some correlation between schizophrenia and cannabis use, but there is debate about it. Some experts argue that cannabis use is not a cause, but people prone to schizophrenia may use it more.
- It has been discussed about cannabis being a “gateway drug” to heavier drugs. Research so far has shown that animals exposed to cannbinoids need higher doses of opioids in order to get the same effect. Another issue is the sociological aspect: since it use is illegal in most countries, the sort of environment where one gets cannabinoids is the same where one gets heavier stuff.
- The last point of this list is the one I found more curious. It seems that people who use cannabis often score lower in ambition and motivational tests. They are more prone to change careers and are less ambitious than the non-users. They do not score lower at intelligence or capacity tests, they are just less ambitious. They are also more prone to have doubts about their present career or life choices and have less defined long-term goals than the control groups. Again, researchers don not know if this is an effect of cannabis use or if it is a parallel effect: people who start using cannabis were already susceptible to see life in a more liberal way.
All in all, marijuana is not totally harmless to health, but it is less harmful than alcohol or tobacco. This is the main conclusion of my (short) study. As long as you don´t drive while high or use it very frequently, I don’t see major health risks associated with it. But, at a personal level, I wouldn´t like to see you becoming addicted to it (well, to the same extent as alcohol or tobacco as well)."
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8/10/2006 12:27:00 p.m.
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Para aqueles que têm seguido as notícias no norte da Europa, não é surpresa a notícia de que os reactores 1 e 2 da central nuclear sueca de Forsmark, a norte de Estocolmo, foram temporariamente encerrados. Isto deve-se a uma falha ocorrida à uns dias atrás nos sistemas de seguranca desta mesma central. Dois dos reactores de Oskarhamn estão também temporariamente fora de servico. Isto significa que 4 dos 10 reactores suecos estão parados. O consulente nuclear sueco Lars-Olov Höglund disse à uns dias atrás que a falha ocorrida nos sistemas de seguranca da central de Forsmark só não levaram à libertacão de resíduos radioactivos por mera questão de sorte. O mesmo especialista comparou os erros ocorridos em Forsmark com os que levaram aos acidentes de Harrisbourg e Chernobyl: mau controlo, falhas nos sistemas automáticos de seguranca e pânico na sala de controlo.
Durante muito tempo comparou-se a seguranca dos reactores ocidentais com os da Europa de Leste, apontando-se os ultimos como parcos em seguranca em relacão aos primeiros. O pequeno acidente da semana passada, ocorrida numa instalacão ocidental e seguindo os mais apertados critérios de seguranca, demonstra algo que eu já havia discutido num post neste blog (26 de Abril de 2006, 20 anos após Chernobyl). Que mesmo apesar dos avancos técnicos, jogar com o nuclear continua a ser uma opcão (demasiado) arriscada para a seguranca da humanidade.
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8/03/2006 12:16:00 p.m.
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De todos os museus que visitei na minha curta viagem pela Europa de Leste, aquele que me impressionou mais foi um pequeno, mas original museu situado no centro de Viena. O nome é Kunsthaus (="Casa da Arte") e tem uma exposicão permanente do arquitecto que desenhou a casa, Friedensreich Hundertwasser, no primeiro andar. No segundo andar tive a oportunidade e o prazer de ver uma exposicão de obras oiriginais do artista suico H.R. Giger.
Giger celebrizou-se internacionalmente através do design do monstro Alien no final da década de 70. No entanto, este artista plástico já contava com um par de décadas de criacões originais na mesma linha. O artista fundou um ramo de arte chamado Biomechanics. Giger foi também um pioneiro que celebrizou a utilizacão do airbrush como técnica de pintura.
A visita a esta exposicão recomenda-se. Algumas das obras em exposicão requerem uma observacão alongada, devido à riqueza de detalhes. As pinturas são macabras, eróticas, complexas, intrigantes e enriquecem a imaginacão. Em certas pinturas gastei cerca de 10 minutos até me sentir satisfeito com a sua observacão. A exposicão é curta, e requer cerca de 1 hora a ver a totalidade. Sublinhe-se uma escultura de tamanho real que serviu de protótipo para o primeiro Alien, utilizado no filme de 1979.
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8/02/2006 11:35:00 a.m.
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Fiquei revoltado quando hoje li que 8 países da UE se preparavam para boicotar o novo quadro de financiamento da ciência da UE, apenas e só por este admitir o financiamento de projectos onde se utilizem células estaminais embrionárias.
As células estaminais embrionárias são a grande esperança da comunidade médica e científica para se encontrar uma forma de minorar as consequências de doenças neurodegenerativas como Parkinson ou Alzheimer.
Em toda a UE há milhares de embriões congelados excedentários que são destruidos ao fim de 3 anos de armazenamento. Estes provêm de operações de fertilização medicamente assistida, procedimento este onde, por norma, se criam embriões em número superior ao necessário para a primeira tentativa, para o caso desta falhar.
É irracional que não se possam utilizar estes embriões que serão, pura e simplesmente despejados numa qualquer incineradora, para fins científicos, desde que os dadores forneçam autorização para isto.
Sabe-se que os países que se opõem a esta investigação são, ou conservadores ou governados por partidos conservadores! O que não se sabe é se os políticos eleitos representam a vontade de uma população! Neste caso acredito que tal não aconteça, principalmente num país como a Alemanha, cujo governo foi um dos que inicialmente ameaçaram chumbar o programa de financiamento!
No final foi aprovado o orçamento, com os votos contra de Polónia, Áustria, Malta, Eslováquia e Lituânia com algumas alterações ao texto inicial. No fundo está-se a atirar areia para os olhos das pessoas! Ao financiar-se a investigação em células estaminais apenas nos países onde tal é permitido, proibindo a criação de novas linhas celulares, está-se a privilegiar num dado momento aqueles cujos governos/populações que são mais "open minded" e a colocar um sinal de sentido proibido à frente dos outros, o que em termos futuros poderá significar uma dependência destes em relação aos primeiros em termos técnicos e de conhecimento na matéria! Em vez de se discutir o sim ou sopas às células estaminais, deveriam-se criar comités de acompanhamento mistos, com pessoas de vários sectores profissionais, para analizar as vantagens do projecto e se este respeitaria todos os preceitos éticos!
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7/24/2006 09:25:00 p.m.
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Ola pessoal,
Neste momento encontro-me num internet cafe em Krakow, Polonia. A Europa de Leste tem-me surpreendido imenso. Os paises estao a desenvolver-se muito rapidamente e a qualidade de vida nas capitais e muito elevada. Bratislava e um sonho de cidade: a periferia ainda esta fortemente marcada pelo dominio e a austeridade sovietica, mas o centro esta em franco desenvolvimento. O mesmo se aplica a Krakow. E uma cidade moderna e dinamica. E ambas as cidades sao bastante limpas, quando se toma em consideracao o tamanho destas.
Os precos sao ridiculamente baixos. Ontem apanhamos um taxi que nos levou de uma ponta a outra da cidade e acabamos por pagar 10 zloty (mais ou menos 2 euros e meio). Na Noruega, o mesmo servico custaria pelo menos 50 zloty. Os restaurantes sao muito baratos, com 20 zloty consegue-se almocar (5 euros).
Os eslavos demonstram-se ainda um pouco timidos em relacao aos estrangeiros e a ideia de falar ingles. Muitos literalmente escondem-se e fogem dos estrangeiros. Em Krakow o cenario e ligeiramente diferente, muito por causa da enorme populacao de estudantes que estuda nesta cidade.
Ontem estive em Auschwitz e foi impressionante. A visao mais arrepiante foi uma sala onde nos foi apresentada uma vitrina de 15 metros de largura com 2 toneladas de cabelo humano em exposicao. Calcula-se que e o correspondente a 30000 pessoas - uma pequena cidade. Este cabelo foi cortado a mulheres e criancas mortas numa das camaras de gas apos a sua morte. Muitos dos visitantes sentiram-se desconfortaveis com esta visao, incluindo eu proprio. Numa das vitrinas vimos tambem fotografias de varios milhares de prisioneiros em exposicao. Todas as fotografias expostas correspondiam a pessoas que morreram no campo de Auschwitz. Em media, sobreviviam 3 a 4 meses depois da chegada. Foi impressionate ver fotografias de pessoas reais, mortas por um regime politico e uma ideologia racial.
Auschwitz-Birkenau e exactamente como no filme da Lista de Schindler. E grande (em 1944 acomodava 90 mil pessoas simultaneamente), desagradavel e depressivo.
Voltando para temas mais alegres, outra nota extremamente positiva em relacao a estas paragens orientais e a populacao feminina. Sempre considerei o prototipo sueco/dinamarques como a populacao mais atractiva, juntamente com largas faixas da Frisia, Holanda e Norte da Alemanha. Agora tenho de juntar a lista a faixa de populacao que vive na Eslovaquia, Republica Checa e sul da Polonia. As mulheres de Krakow sao absolutamente incriveis, para alem de serem simpaticas e afaveis. Ainda nao vi uma recepcionista de hotel em que tenho estado que nao tenha despertado em mim o desejo imediato de a convidar a mudar-se para Trondheim. As vezes tenho a impressao de qe estou numa versao 4 vezes mais barata da suecia quando ando na rua.
Amanha viajo em direccao a Gdansk (antiga Danzig) no norte da Polonia. Vou ficar no apartamento novo duma velha namorada de a 5 anos atras. E engracado a reaccao que se tem quando se reve paixoes antigas. Ja a muito tempo que nao pensava nela, mas depois de um telefonema a dois dias atras, dou comigo a vaguear nos meus pensamentos e memorias de vez em quando. Sinto-me um pouco nervoso por reve-la outra vez. Agora estamos ambos mais proximo dos 30 anos e mudamos imenso e estou expectante em relacao a pessoa que vou (re)encontrar amanha. Hoje comprei roupa nova e cortei o cabelo e ando de um lado para o outro na cidade com um nervoso miudinho, como se fosse a primeira vez que me encontro com ela.
Da Europa de Leste e tudo, para ja. Vienna foi tambem muito interessante, mas isso fica para outro post...
Abracos
Czeszc!
;-)
Paulo.
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viking
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7/19/2006 01:46:00 p.m.
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Terrorismo
Desta vez foi Bombaim, o centro financeiro da Índia, uma das maiores economias do Mundo. Mais de 200 pessoas morreram, bem mais que em Londres, há 1 ano. No entanto, como é longe do chamado mundo civilizado, a nossa comunicação social (e quando digo nossa refiro-me à Europeia, em geral) quase ignorou estes atentados. É mais importante o Cannavaro ter insultado a irmã de Zidane do que mostrar que a luta contra o terrorismo, contra a morte de pessoas inocentes, não está nem de perto nem de longe terminada!
Médio Oriente
Nunca fui defensor da causa Palestiniana. Pelos mais variados motivos. A Palestina, como estado e os Palestinos, como povo, são uma invenção recente. Não concordo com ataques a civis inocentes e foi este o alvo que a chamada causa Palestiniana sempre escolheu para tentar impor a sua vontade. Os Israelitas também não estão isentos de culpas nesta matérias! Após um movimento migratório que teve inicio no início do séc passado, movimento esse que atingiu o seu auge após a 2a guerra mundial, conseguiram formar um estado Judaico com o apoio das Nações Unidas e em especial dos países normalmente designados Ocidentais. Numa zona do globo considerada terra santa por 3 das principais (se não as principais) religiões do planeta, numa zona onde a religião Muçulmana é maioritária seria quase impossível não resultarem daqui tensões! Nestas últimas semanas, após vários anos de uma calma relativa, em que progressivamente Israel foi libertando territórios por si entretanto ocupados, como resposta à invasão de que foi alvo pelos países vizinhos, a guerra voltou! O rapto de um soldado Israelita foi o pretexto para a invasão da entretanto desocupada faixa de Gaza. O rapto de mais 2 soldados pelo movimento Xiita Hezbollah levou a uma invasão do Sul do Líbano e a bombardeamentos a Beirute, em especial ao aeroporto internacional! Jámais serei defensor do lema de "combate da violência com violência" e defendo portanto que estes actos Israelitas têm que ser condenados pelas Nações Unidas! No entanto, terão que ser realizados todos os esforços possíveis para desarmar o Hezbollah e limitar a acção do Hammas. Estes dois grupos terroristas são os instigadores da violência naquela região e havendo uma força das Nações Unidas presente permanentemente no Líbano, esta deveria realizar todos os esforços para impedir o crescimento deste grupo terrorista! E com estas tensões todas no médio oriente, e a crise na Coreia do Norte, lá está o petróleo a bater recordes, e em breve a inflacção a fazer-se sentir nos nossos bolsos!
Este texto de Tiago Barbosa no Kontratempos, mostra uma visão parecida com a que tenho. Para quem tiver paciência, aconselho a sua leitura e uma visita ao blog.
Caso Mateus vs CalcioCaos
Em pouco mais de 4 meses a justiça Italiana condenou 4 dos maiores clubes Italianos num processo complexo de fabricação de resultados. 3 desceram de divisão e iniciam o próximo campeonato com pontuação negativa. A Juventus (o maior clube Italiano) perdeu os 2 últimos títulos (2005 e 2006). Em Portugal, a AAC denunciou em Março a utilização irregular do jogador Mateus por parte do Gil Vicente, no jogo que opos as duas equipas, e ainda se anda a discutir quem é que há-de decidir o quê! O clube de Barcelos, recorreu aos tribunais civis, o que é ilegal segundo as normas internacionais, e implica uma descida de divisão! Esta liga é uma palhaçada e a nossa justiça é tão burocrática que é impossível um processo como o do Apito Dourado, ter sucesso! Talvez não fosse má ideia, numa altura em que tanto se fala numa reforma da justiça, tentar copiar os bons exemplos que alguns países nos dão. O problema é que isto irá contra muitos interesses instalados...
Pedra Filosofal
Afinal a demanda pela pedra filosofal, aquela que transformaria em ouro qualquer metal inferior ao ouro em que tocasse, poderia ter alguma razão de ser! Na edição desta semana da revista científica Science um grupo de cientistas Australianos argumenta ter descoberto uma bactéria capaz de transformar metais tóxicos em grãos de ouro. Se esta descoberta se confirmar, vai haver uma corrida para tentar descobrir uma forma de a utilizar industrialmente para a produção de ouro. E se isto se verificar, há muita gente que vai perder dinheiro, pois o valor do ouro irá desvalorizar imenso!
Cumprimentos
RC
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7/17/2006 11:59:00 a.m.
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Amanhã viajo para Viena com o fim de participar no Congresso Anual Europeu de Neurociências organizado pela FENS. Depois do congresso pretendo viajar com alguns colegas de trabalho na Europa Central e de Leste. No menu estão cidades como Viena, Bratislava, Budapeste, talvez Munique, talvez Cracóvia, e depois rumo ao norte através do tradicional roteiro do norte (Berlim, Copenhaga, Gotemburgo, Oslo). Deste modo, estarei provavelmente ausente (ou então escreverei entusiasticamente, mas infrequentemente e a espasmos) deste blog furante umas duas semanas. Prometo voltar com inspiracão redobrada e talvez alguns apontamentos de viagem.
Abraco
;-)
Paulo.
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7/07/2006 08:41:00 p.m.
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Pegando no desafi
o do Virgílio e evitando o tema habitual do futebol destes últimos tempos, vou-vos descrever a cidade na qual vivo à quatro anos: Trondheim.
Trondheim, ao que parece, não é assim tão diferente do ambiente que o Virgílio tem descrito acerca do Canadá. Tem uma populacão de 150 mil habitantes mas um raio urbano oficial de 13 km, dando-lhe uma densidade populacional baixíssima, à boa moda escandinava. Existem muitos espacos verdes e zonas vazias dentro da cidade. Não existem arranha-céus e é raro o edifício com mais do que 3 andares, mesmo no centro. É uma cidade universitária, com a NTNU, a mais prestigiada universidade técnica na Escandinávia, com cerca de 25 mil estudantes. Um sexto dos habitantes desta cidade são estudantes razão pela qual a demografia da cidade tem um pico no sector etário entre os 20 e os 30 anos de idade. Em Julho encontra-se a cidade quase deserta, quer pelas férias dos estudantesm quer pela romaria dos locais em direccão a temperaturas mais amenas no sul. O inglês torna-se língua oficiosa na cidade durante este mês, fruto da invasão em massa de turistas abastados americanos, japoneses e espanhóis que para aqui vêm nos seus cruzeiros.
Falando do clima, pode-se considerar como tropical quando consideramos a latitude a que esta cidade se encontra. Felizmente é uma cidade costeira protegida pelo fjord mais largo da Noruega e banhada pela corrente do Golfo, o que proporciona invernos relativamente suaves e verões amenos de 20 a 30 graus centígrados em alguns dias. No Inverno já experienciei teperaturas na ordem dos -25, mas a temperatura média fica-se pelos -5. Se tracarmos uma linha de latitude por cima da cidade, verificamos que se encontra à mesma latitude que Reykyavique na Islândia, o norte do Alasca e Canadá e a Sibéria, tudo locais onde a temperatura pode descer facilmente a uns desagradáveis -50 no Inverno. É preciso descer uns 600 km em latitude para estar ao mesmo nível de Oslo, Estocolmo e Helsíquia (1000 para Copenhaga).
A cidade celebrou o seu primeiro milénio em 1997. Foi fundada pelo rei viking Olav Trygvasson e é a capital da zona central da Noruega, chamada Trøndelag. Quando foi fundada chamava-se Nidaros, por se encontrar nas margens do rio Nidelva. A cidade atingiu um estatuto especial em 1030, quando enterraram o rei-santo Olav den Hellige um ano depois da batalha de Stiklestad, e a cidade tornou-se alvo de peregrinacão e capital do reino durante mais de 300 anos. Ainda hoje são coroados os reis da Noruega na bela catedral de Nidaros, que domina imponente o horizonte da cidade.
Os locais falam um dialecto especial (trondersk) que é apontado pelos noruegueses de outras zonas como bastante cru, uma linguagem de camponeses e pescadores. Muitos chamam à cidade bygdahovedstaden(a capital das aldeias) por causa do seu ambiente calmo no centro. É frequente não se ver quase ninguém na rua durante as noites de inverno. No verão dominam as bancas de venda de morangos e frutos silvestres na Torg, a praca central de Trondheim.
A cidade é rodeada por várias cadeias de pequenas montanhas (500 a 700 metros de altitude) cobertas de florestas coníferas. A paisagem é impressionante. As zonas de Bymarka e Estenstadsmarka flanqueiam a cidade a oeste e este, respectivamente, e é frequente encontrarem-se milhares de noruegueses a passear nestas florestas durante os fins-de-semana. No inverno pratica-se esqui de fundo (langrenn) e o snowboard tem-se tornado cada vez mais popular na montanha de Vassfjellet a meros 25 km a sul da cidade. No verão destaca-se a vela e a orientacão como desportos dominantes.
Para visitar, a cidade é cara e pode-se ver tudo o que há para ver num único dia. O que impressiona na cidade não é a sua vida cultural ou o ambiente urbano. O que é marcante é a moldura natural em que se insere: as montanhas, as florestas, os lagos e o fjord. Isto não quer dizer que não haja vida cultural: existe uma abundante escolha de grupos e gostos musicais, uma orquestra sinfónica profissional, um teatro estatal e vários grupos independentes, um par de museus e galerias, e um largo leque de actividades desportivas à disposicão no clube da universidade, o NTNUI. Em Trondheim toda a gente apoia o clube local de futebol, o Rosenborg, que joga em casa no Lerkendal, a um mero par de quilómetros do centro.
Se um dia quiserem ver tudo isto pelos vossos olhos, mandem-me um email.
:-)
Paulo.
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7/05/2006 12:19:00 p.m.
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Quando para estes lado o sol brilha alto (mas não muito) e quente (bastante) as minhas palavras parecem evaporar e as ideias parece que faltam depois de um fim de semana prolongado que acaba hoje.
Pois então, depois de o Ricardo ter abordado temas tão proeminentes na nossa sociedade, resta-me mudar um bocado a agulha e falar-vos do meu quintal!
Pois é, no meio da cidade, mesmo onde toda a vida nocturna e diurna se centra, moro eu numa casinha acolhedora que tem atrás uma leirinha de terra bem fértil onde qualquer semente germina e brota numa planta mágnifica. A leira não é grande e a maneira de cultivar dos canadianos é típica de quem tem tanto espaço que acaba por fazer tudo de uma forma desorganizada (tal como os quartos deles e as casas deles, mas ao contrário das cidades que parecem traçadas a régua e esquadro). Mas temos o suficiente para termos várias espécies de tomates, pepinos, cenouras, alfaces, morangos, abóbora, amoras e morangos. Ah! Esquecia-me de mencionar os espinafres, o feijão e as ervilhas!
Uma das coisas que gosto nesta cidade são os paradoxos! Têm uma baixa da cidade que é mais morta que um estádio de futebol num dia em que não há jogo. É uma cidade baseada no petróleo e no gás natural, mas o ar é puro. É uma cidade mas mesmo no meio encontram-se estes quintais, uns maiores, outros mais pequenos, uns mais variados, outros mais monótonos. Mas a beleza de morar mesmo no centro da cidade e ter um quintal que permite fazer um belo molho de tomate apenas com coisas do nosso quintal, sem pesticidas ou outros tratamentos... impagável!
E como são as vossas cidades?
Para a semana estarei de regresso à Europa, mas vou passar uns dias a Londres e arredores para ver como são as coisas. De certeza que terei histórias para contar.
Abraço,
Virgilio
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William Jack
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7/04/2006 04:43:00 a.m.
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Bem, estou farto de escrever sobre o Mundial. E de certeza que está tudo farto de ler notícias sobre as lágrimas do Ronaldo, a baliza do Ricardo que encolheu, as promessas de Scolari a nossa sra do Caravagio, etc!
Há dois assuntos que têm estado na ordem do dia nos últimos meses, mas aos quais muitos pouca ou nenhuma importância se deu! O 1º é do referendo que teve lugar no dia 21 de Maio na provincia Sérbia do Montenegro e que resultou na separação deste da Sérbia e da formação de um novo país na velhinha Europa. O 2º tema será o (velhinho) referendo a favor da interrupção voluntária da gravidez!
O Montenegro é o mais recente país do Velho Continente.Trata-se de um pequeno país, com apenas 14000 km2 e pouco mais de 600.000 habitantes residentes no país. Desde 1992, fruto da guerra do Balcãs, que o Montenegro e a Sérvia formavam um único país. No mês passado foi realizado um referendo que ditou o fim desta União e o nascimento de dois novos países a Sérvia e o Montenegro (o parlamento Sérvio foi mais rápido que o Montenegrino a decretar as novas fronteiras do país, como tal, o Montenegro é mesmo o país mais jovem!). O referendo foi seguido de perto pela UE e pela ONU. Era necessário que mais de 55% dos eleitores votassem a favor da independência para que o escrutínio fosse considerado válido. Tal, de facto, aconteceu, por uma pequena margem! Mas será que este referendo reflectiu de facto a vontade todos os Montenegrinos!? Um observador mais desatento, dirá que sim. Mas se analisarmos alguns factos com atenção iremos chegar a outra conclusão. Antes de mais, o Montenegro é a colónia de férias dos Sérvios, do género do nosso Algarve, com a diferença de ser a única costa que a Sérvia tinha! É um país importador, nem de perto nem de longe auto-suficiente, que dependerá do turismo e da ajuda do FMI para sobreviver! Um Montenegrino que quisesse estudar, por norma fazia-o na Sérvia, afinal era o mesmo país, e, pelo menos em Belgrado, a Universidade tem fama e qualidade. Para além disso, como em quase todos os países da Europa de leste, existiu uma grande diáspora para o resto da Europa em busca de melhores empregos e salários durante as duas últimas décadas! A estes que, sendo Montenegrinos de nascença, não residiam no país, foi vetado o direito a pronunciar-se no referendo de Maio! Facto ainda mais curioso é o estudante Montenegrino que de um momento para o outro passa quase a ser "apátrida", um bocado ao jeito do filme "Terminal". Considero eu então que este referendo não manifestou em nada a vontade de um povo, mas sim de uma facção desse povo, mais tradicionalista e conservadora! As regras deste referendo foram orquestradas por aqueles que, sedentos de poder, depressa perceberam que, aceitando os votos de toda a população, jamais alcançariam os seus intentos! E assim se faz um país, se confirmam umas fronteiras que jamais existiram e se criam mais uns quantos tachos para os iluminados do costume! Tudo sob o olhar "desatento" e condordante da UE e da ONU!
Passando para a questão da interrupção voluntária da gravidez, parece que vamos voltar a ter um novo referendo! Quem me conhece sabe bem a minha opinião sobre o assunto. Sou contra o aborto, mas não posso admitir que mulheres morram ou sofram graves complicações de saúde por não terem capacidade económica para se deslocarem a um país estrangeiro onde tal prática seja legal! Caso fosse legal, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) teria obrigatoriamente que colocar ao dispor do cidadão para além de médicos especialistas, psicólogos que ajudariam a pessoa a recuperar de uma experiência que será deveras traumática. Não acredito que alguém aborte por prazer, nem que o use como método contraceptivo! Mas voltando à questão do referendo, considero um desperdício de recursos, num país que atravessa uma grave crise económica, realizar-se um referendo sobre esta matéria! Temos um parlamento eleito democraticamente, com representantes das mais variadas regiões do país, como tal deveriam ser os Srs deputados a tomar esta decisão! E não só por questões financeiras! São eles quem estão melhor informados, no final terá que ser pelo parlamento que terá que passar a decisão formal! Este referendo é apenas uma forma de atirar a batata quente para o povo,do género decidam vocês que eu não tenho coragem para arcar com as consequências de uma decisão destas! O que irá acontecer mais uma vez é que, a participação vai ficar aquém dos 50% dos eleitores, os eleitores com mais baixos níveis de escolaridade e que não percebem que o que está em causa não é mandar as mulheres abortarem, mas dar-lhes o direito de o fazerem em condições dignas, vão-se abster. Os que são contra vão-se mobilizar e mais uma vez o "não" irá vencer! E porque é que eu penso desta forma? Porque quando se realizou o outro referendo, perguntei aos meus avós se não iam votar e a resposta deles foi que -Não! E eu perguntei porquê? E a resposta foi qualquer coisa do género: - Não acho que tenha que ser eu a decidir isso. Devo realçar que a freguesia onde os meus avós residem foi aquela que registou os mais altos índices de abstenção nesse referendo e em todas as consultas populares realizadas no país no pós-25 de Abril! E como os meus avós de certeza que há muitas pessoas!
Por isso, senhores políticos, tenham coragem. Peguem o boi pelos cornos e acabem com este circo mediático que agora vai voltar a acontecer! Até Janeiro nem quero pensar nos debates e nos confrontos ideológicos a que vamos assistir! Os vips da direita com T-shirts a dizer "sim à vida" contra os arruaceiros da esquerda a dizer "sim ao aborto", como se fosse isso que está em causa! Eu digo, sim à interrupção voluntária da gravidez, acabe-se com o negócio sujo do aborto clandestino e dê-se às mulheres o apoio e acompanhamento necessários!
Sem mais.
RC
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RC
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7/03/2006 12:06:00 p.m.
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