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quarta-feira, agosto 15, 2007

Tributo

Dizia no calendário que estavamos em 1999 e lá estava eu a dar os meu primeiros passos como caloiro de bioquímica em Coimbra.
Não interessa bem como nem porquê mas nesse ano fui baptizado como Meiestro e incumbido de fazer passar a tradição e escolher o caloiro mais "destrambelhado" de cada ano para ser o caloiro Meiestro...
Cumpri a minha missão ano após ano e quando finalmente chegou a minha hora de deixar Portugal em busca de mais ciência ficaram outros Meiestros já veteranos no assunto encarregues de tratar desse assunto.
A semana passada recebi a triste notícia que o actual Meiestro morreu num acidente de viação.
Não o conheci mas tenho a certeza que honrava a componente "destrambelhada" dos Meiestros mas também a componente humana dos futuros bioquímicos.
Não queria deixar de prestar o meu tributo!

terça-feira, julho 10, 2007

Nem sei de que falar

Depois de tanto tempo sem escrever hoje nem sei bem o que dizer. Podia ir para o mais actual que é o facto de o mundial de sub-20 estar a ser disputado aqui no Canadá, e eu vou ver Portugal com o Chile na 5ª feira.
Podia também falar de como o estacionamento no Hospital da Universidade de Alberta custa $21 por 3 horas, ou de como o facto de haver mesmo muito emprego na província de Alberta está a vir gente de todo o lado e não existe alojamento para todos. E como a lei da oferta e da procura impera, as rendas chegaram a aumentar quase 100% nalguns casos...
Podia também falar de como fui adoptado Venezuelano, e dessa forma o castelhano (ou sul americano, neste caso) se tornou na minha segunda língua.
Podia falar de tantas coisas mas cada história é merecedora de um post por si própria. Por isso digo apenas Olá! aqui do país da neve em que o sol até brilha quente e bronzeia, e prometo contar umas quantas histórias entretanto.

segunda-feira, maio 21, 2007

Orgulho e vergonha!

Não me esqueço de quem sou nem de onde venho: sou português de Coimbra com muito orgulho!
Com todo esse orgulho achei que deveria mostrar o fado, o fado de Coimbra por estas bandas! Juntei-me a quem me podia ajudar e que estava tão entusiasmado com a ideia como eu. Fizemos planos e contactos e num instante o Grupo Despertar da Secção de Fados estava de malas e bagagens para actuar em Toronto e Edmonton!
A vergonha veio depois. Confiar na palavra das pessoas e ver que isso pouco significa para tanta gente. Ter um grupo de jovens entusiastas prontos a atravessar o Atlântico para vir cantar o fado pagando do seu bolso as despesas, e do lado de cá ter pessoas de braços abertos (era o mínimo que podiam fazer) mas que rapidamente se esqueçeram que o acordo seria de partilha dos lucros... Fico envergonhado que perante a possibilidade única de ouvir fados de Coimbra, nem 10% caiba aos artistas... Fico ainda mais envergonhado por alguma vez ter feito o convite!
Agora resta-me no pouco tempo que tenho, conseguir desencantar actuações, que já acontecerão sem publicidade, para minimizar os encargos e a vergonha que sinto.
Há umas semanas atrás disseram-me que a comunidade não merece. Mas tive de aprender às minhas custas! É quase um desperdício ser português para portugueses. É muito mais recompensante ser português para canadianos, mas serei sempre orgulhosamente português de Coimbra!
Abraços já sem neve

sexta-feira, março 09, 2007

Demasiado depressa

Ora de repente comecei a ter palavras a brotar na ponta dos meus dedos e cá estou eu para mais um post.
Já no ano passado me tinha apercebido mas só este ano é que realmente começou a produzir efeito!
Não duvido que a pressão no sentido de aumentar a produtividade, de se ser o melhor de todos seja bastante elevada nos Estados Unidos e no Canadá. Mas também não duvido que seja bastante elevada noutro qualquer país europeu. Mas a pressão de viver depressa e muito atinge niveis absurdos por estes lados. Vejam só:

"Imaginem-se em Setembro. Imaginem os catálogos de todas as lojas e mais algumas a chegarem à caixa do correio com a lista de prendas para o Natal. Se saltarmos Outubro com um crescente bombardeamento de Natal, chegamos a Novembro onde os pinheiros de Natal estão já disponiveis. Vem então o Natal e no dia 26 o Boxing Day. Ressaca-se do ano novo e começamos ser bombardeados por corações e diamantes para o dia dos namorados. Mas assim que chega o dia 15 de Fevereiro as rosas passam para um terço do preço, e os chocolates em forma de coração são substituidos por ovos anunciando a Páscoa..."
Com este ritmo alucinante e esta sede de viver tudo o mais depressa possivel não admira que o stress mate tanta gente por estes lados. É claro que saltei o Dia das Bruxas, e o St. Patrick's Day, e o familly day, etc..
Acabei recentemente de ler o manual do hedonista. Talvez isso me tenha feito abrir os olhos para a importância de parar. Parar física e psicologicamente e dedicar algum tempo a nós!
Se conseguiram tirar 5 minutos para ler estas palavras então já estão no bom caminho. Tentem agora tirar 20 ou 30 minutos para vocês e vejam como se torna esquisito estar parado!
Abraço da neve q continua a derreter,
Virgilio

Jesus Camp

Como a maioria de nós, a igreja teve sempre um lugar importante na nossa vida, pelo menos até termos idade para pensarmos pelas nossas cabeças (mas isso não quer dizer que para muitos de nós tenha deixado de ter importancia).
Hoje, a "desafio" do meu colega de casa decidi sentar-me aqui na sala da cave e ver um filme chamado Jesus Camp e devo dizer que ao fim de 5 minutos não resisti e tive de escrever este post. E para perceberem o que me chocou: imaginem que pegam em crianças de 5 anos e lhes ensinam que Deus fala com eles e que eles vão ter visões. E o grande exemplo seguido pela evangelista que formou o campo de férias é o exemplo dos palestinianos que colocam crianças em campos militares e ela gostaria que as "nossas" crianças estejam dispostas a morrer pelos evangelhos como os martires muçulmanos.
Se tiverem oportunidade vejam! É claro que só podia ser nos Estados Unidos!!!
Eu agora vou tentar ver o resto do filme/documentário e tentar não entrar em desespero e ficar preocupado que um dia destes vamos ter mártires católicos!
Abraços da neve que está a começar a derreter.
Virgilio

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

O Sim ganhou

"O Sim ganhou!"
Não disseste "Olá!" nem "Adeus!" como de costume. Não mandaste beijos nem assinaste, como há muito nao fazes.
Por momentos esqueci o nosso presente e revivi o passado. Por momentos vi-nos, como muitas vezes em sonhos, revolucionários contra a ditadura numa qualquer reunião secreta do Partido em que a revolução teria sido aprovada como forma de luta. Podíamos tão vem ter sido personagens num re-escrito Dr. Zhivago, re-escrito à medida dos nossos sentimentos passados.
Vi-nos, mais adultos, ansiosamente esperando pela aprovação por referendo da interrupção voluntária da gravidez (o nosso aborto) e finalmente poderiamos ver o nosso problema resolvido. Mas teria sido mesmo um problema? Nós que sempre sonhámos uma vida lado a lado, rodeados de filhos? Envelhecendo de mãos dadas rodeados de netos...
De pois acordei. Acordei e não resisti ligar-te, ouvir a tua voz e, quem sabe, continuar a sonhar acordado.
Ouvi a tua voz, sorri! Sorriste de volta e, por instantes voltámos a brilhar, um para o outro! (Parece que o fogo nunca se apaga). Falámos. Falámos de tudo e de nada e no fim dissemos adeus de novo.
Desliguei e voltei à realidade. Se calhar já nem te amo, mas foi bom sonhar contigo outra vez.
Sim, o "Sim" ganhou, o nosso sim ganhou e nós continuamos perdidos nos nossos sonhos e na imensidão do nosso mar!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Controvérsia

Ora hoje volto à escrita. E hoje, talvez porque é quinta-feira (véspera de sexta) ou apenas porque me apetece ser controverso, apeteceu-me escrever sobre o tema quente em Portugal (ok, tenho de concordar que Portugal ferve neste momento, mas estou a referir-me ao referendo sobre o aborto).
Ora portanto como já viram pela temática, isto promete... Mas vou tentar não insultar ninguém e espero que ninguém me insulte. Vou partilhar a minha opinião, os meus sentimentos, e como uma pessoa livre e de livre pensamento não admito que ninguém me diga o que posso ou não pensar!
Pois para os que já me conhecem sou claramente favorável à despenalização da interrupção voluntária da gravidez! Porquê? Primeiro porque sim. Segundo porque defendo e sempre defendi a liberdade de escolha. Terceiro porque acho uma tremenda hipocrisia dizer que não e fechar os olhos à quantidade de orfãos no nosso país, na sua maioria fruto de "gravidezes" indesejadas e dizer que não no sermão e esquecer as palavras à saída .
Ora neste momento tenho pessoas a acusarem-me de mil e um crimes e a perguntarem-me se seria capaz de matar o meu filho(a) antes do nascimento! Mas eu nunca disse que queria o aborto como opção para as minhas aventuras de uma noite. Por isso é que inventaram preservativos, pílulas, pílulas do dia seguinte e estradas para Espanha!
Sim, acho que as mulheres não devem ser penalizadas por um acto a dois e muitas vezes por uma decisão tomada a dois, ou na solidão da lua quando ninguém compreende nem faz um esforço para compreender.
Mas muito mais importante do que despenalizar é evitar! Não faz sentido ter uma lei que despenaliza o aborto quando se tem tanto preconceito sobre sexo! Há que educar, há que fazer dos preservativos parte integral das carteiras de homens e mulheres (mesmo as que tomam a pílula). Liberalizar nunca pode ser significado de banalização, deve sim ser mais um motivo para melhorar a informação e a educação e eliminar preconceitos absurdos que não podem ter lugar numa sociedade e num país com uma história ímpar como o nosso!
Não apelo ao voto ao Sim nem ao Não, apelo à consciência de cada um. E se no dia de votarem poderem colocar a cruz no local que desejam de consciência perfeitamente tranquila então fizeram o que é correcto!
Abraços do gelo,
Virgilio

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Sabor a mar!

Ora olá outra vez meus amigos!
Desde que regressei tanta e tanta coisa aconteceu que nem sei bem por onde começar. Mas uma das novidades é que decidi voltar à práctica do futebol e desde então duas noites por semana lá tento desenferrujar as pernas e espelhar o perfume português pelos campos canadenses.
Ora o que me leva a contar-vos isto hoje é porque acabo de chegar a casa depois de mais um jogo em que tive os louvores de todos os membros da equipa e dos habituais membros da "claque". Mas não pensem que por aqui se joga mau futebol. Para já estou a jogar numa equipa de 4ª divisão (sim, leram bem, 4ª divisão) de indoor, e apesar de achar que nenhuma das outras equipas é melhor que a nossa (já agora a equipa chama-se Venezuela e é composta por venezuelanos, colombianos, mexicanos, equatorianos, um português (eu), um chinês e um canadiano). Mas onde ia eu agora... Ah! Já me lembro, mas apesar de as outras equipas não serem claramente melhores que a nossa, não podiamos estar a fazer muito pior. Mas eu gostava de vos ver a jogar com tabelas... Mas hoje marquei dois golos (sim, eu não sou apenas um defesa que destroi jogo!!!) e voltámos a perder. Mas o que mais me marcou, apesar de estar satisfeito com o meu primeiro jogo de SEMPRE em que marco dois golos, foi o árbitro. Por vezes vê-se à distância que o árbitro não faz a menor ideia do que está a fazer, mas quando começamos a perceber que está a prejudicar uma equipa claramente... temos pouco depois a confirmação de que em conversa entre dois árbitro um deles diz ao outro que não gosta de latinos!
Por momentos dentro de campo recuperei a alegria de jogar, a alegria do futebol. Duas equipas a jogarem rasgadinho e durinho, mas sempre nos limites, golos para todos os gostos e feitios, e de repente vem um elemento estranho ao jogo e começa a estragar tudo!
Ainda celebro as vitórias da minha briosa, mas a Académica que todos conhecem já não é a minha académica pelas razões que muitos de vós ja conhecem.
E pegando neste exemplo lanço a pergunta final (sim, este post tem um objectivo):
Porque é que quando algo é quase perfeito temos sempre de complicar, corromper, acabando por destruir?
Abraços dos gelo e da neve,
Virgilio

quarta-feira, setembro 06, 2006

desculpas a todos

Pois eh, depois de tanto tempo sem escrever, finalmente la tenho tempo para umas palavras e nem em portugues correcto podem ser.
Pelo meio de quase dois meses de ausencia consta uma visita ao Reino Unido, o esperado regresso a casa, e agora o regresso as terras nao tao frias quanto isso dos Canadas!
Prometo nas proximas 2as voltar ah carga. Mas agora tenho de aprender a escrever portugues com um teclado em ingles!!!
Espero que todos tenham tido merecidas ferias e estejam prontos para mais um ano de luta!!!
Virgilio Cadete

terça-feira, julho 04, 2006

Feijões, morangos, tomates, batatas e afins

Quando para estes lado o sol brilha alto (mas não muito) e quente (bastante) as minhas palavras parecem evaporar e as ideias parece que faltam depois de um fim de semana prolongado que acaba hoje.
Pois então, depois de o Ricardo ter abordado temas tão proeminentes na nossa sociedade, resta-me mudar um bocado a agulha e falar-vos do meu quintal!
Pois é, no meio da cidade, mesmo onde toda a vida nocturna e diurna se centra, moro eu numa casinha acolhedora que tem atrás uma leirinha de terra bem fértil onde qualquer semente germina e brota numa planta mágnifica. A leira não é grande e a maneira de cultivar dos canadianos é típica de quem tem tanto espaço que acaba por fazer tudo de uma forma desorganizada (tal como os quartos deles e as casas deles, mas ao contrário das cidades que parecem traçadas a régua e esquadro). Mas temos o suficiente para termos várias espécies de tomates, pepinos, cenouras, alfaces, morangos, abóbora, amoras e morangos. Ah! Esquecia-me de mencionar os espinafres, o feijão e as ervilhas!
Uma das coisas que gosto nesta cidade são os paradoxos! Têm uma baixa da cidade que é mais morta que um estádio de futebol num dia em que não há jogo. É uma cidade baseada no petróleo e no gás natural, mas o ar é puro. É uma cidade mas mesmo no meio encontram-se estes quintais, uns maiores, outros mais pequenos, uns mais variados, outros mais monótonos. Mas a beleza de morar mesmo no centro da cidade e ter um quintal que permite fazer um belo molho de tomate apenas com coisas do nosso quintal, sem pesticidas ou outros tratamentos... impagável!
E como são as vossas cidades?
Para a semana estarei de regresso à Europa, mas vou passar uns dias a Londres e arredores para ver como são as coisas. De certeza que terei histórias para contar.
Abraço,
Virgilio

terça-feira, junho 20, 2006

Tributo ao último grande herói

Já há algum tempo decido homenagear os meus pais por tudo o que fizeram por mim. Hoje as razões que me fazem voltar a este tipo de homenagem são muito mais tristes mas tão nobres quanto antes.
Ontem o meu avô, o unico avô que conheci e o último dos meus avós, morreu!
As pessoas perguntavam que idade tinha e eu não sei responder. Pouco me interessa a idade. Era meu avô e isso é tudo quanto interessa.
Geralmente quando as pessoas morrem todos dizem quão bom homem ou mulher era e o cenário pintado parece o de outra pessoa.
Não, não vou fazer isso. O meu avô era um homem cheio de defeitos, muitas vezes injusto, e tinha um feitio que nem vos digo. Mas era o meu avô, é e será sempre o meu avô.
Lembro-me que passei a minha infância e parte da minha juventude com um medo terrivel dele. Mas à medida que fui crescendo acabei por me aproximar dele e nunca esquecerei o dia em que a mulher dele morreu (a minha avó) e ninguem sabia dele. Fui encontrá-lo no sitio menos provável - em casa - na cama a chorar. Conversámos durante um tempo (não sei se foram meia dúzia de minutos ou meia dúzia de horas) e vi o meu avó como um homem como eu, com um coração mole, com sentimentos.
Nunca esquecerei o dia em que fui podar com ele num sábado de manhã.
As memórias que me põem um sorriso nos lábios estão cá todas mas tenho pena de não me lembrar da última vez que o vi.
Por vezes, para um agnóstico, gosto de acreditar que há um céu e que neste momento o meu avô, a minha avó e os dois filhos deles que já morreram estão algures, novamente juntos, e um dia eu vou lá estar também.
Nunca soube perceber muito bem porquê, mas sempre achei que todas as pessoas têm algo de bom dentro delas. Acreditei nisso e com todos os defeitos fui capaz de o ver dentro dele.
Talvez vocês também tenham avós com feitios tramados, mas lembrem-se que para o bem e para o mal são vossos avós, com defeitos, mas lembrem-se das virtudes e da próxima vez que os virem, lembrem-se dessas virtudes e sorriam. Eles gostam de nos ver sorrir!
Abraço,
Virgilio

quarta-feira, junho 14, 2006

A febre da bola no pais do hockey!

Desde ja peco desculpa pelo teclado em ingles! E tambem pelo atraso!
A pergunta mais fantastica que tive foi:"Entao eles sobrepoem o campeonato do mundo de futebol com os playoffs do hockey?" Eh extraordinario como parece que o mundo so existe no norte da america! Eh claro que nem precisei de responder. O sorriso estampado na minha face acendeu umas luzes. "Ah pois, voces nao ligam muito ao hockey!"
No domingo la me levantei bem cedo depois de uma noite demasiado longa mas bem regada. Metro ate perto do Cafe portugues e eh claro que depois do pequeno almoco, do cafe e do cafe (sim, cafe canadiano e o belo do expresso ah portuguesa!) la me virei para as cervejolas mesmo antes do almoco. Quando se vai ver a bola ha que regar o assunto!
Acho que as reaccoes nao foram muito diferentes das de Portugal: sao todos treinadores de bancada e ainda pensam que em Angola so jogam com as bolas que nos ja nao queremos usar.
Mas ontem apercebi-me de algo ainda mais admiravel. Mesmo com a febre do hockey em que 1 em cada 3 carros na cidade tem uma bandeira da equipa da casa a disputar a final, reparei que as bandeiras dos Oilers passaram a ter companhia. Ele eh bandeiras inglesas, checas, portuguesas, americanas... Tudo e mais alguma coisa. E os bares abrem as 6 da manha para transmitir os jogos, mas como nao podem vender alcool, la tem a cerveja que vir numa chavena de cafe!!!
Digam o que disserem, mas aqui esta o exemplo de quao grande eh o Futebol!
Confesso que fiquei admirado!
Abraco a todos,
Virgilio

sábado, junho 10, 2006

Dia de Portugal!

Não podia deixar passar esta data em branco!
Hoje é o dia de Portugal, o mesmo Portugal que nós criticamos porque queremos melhor e sabemos que é possível. O Portugal do fado e da saudade que nos invade de tempos a tempos quando estamos longe.
Eu tenho o azar de estar longe, mesmo muito longe, mas ao mesmo tempo tenho muita sorte em ter uma comunidade portuguesa que não esquece o país e os seus feriados e os celebra com um cheirinho a Portugal. Daqui a umas horas começa a festa no Centro Português com Sardinhada e Febrada. Festa rija que se prolonga até às tantas da matina. E tal como em Portugal, também aqui a desunião se verifica. Várias festas vão ocorrer ao mesmo tempo talvez apenas porque alguem decidiu fazer uma festa primeiro.
Nem no dia de Portugal, em Portugal ou no estrangeiro, parece possivel juntarmo-nos para celebrar o nosso país. Será essa uma das nossas imagens de marca: Todos juntos pela bola e pouco mais!
Mas hoje é o dia de Portugal e naturalmente o dia de todos nós. Tenho saudades de ouvir o hino...
Como é o vosso dia de Portugal?

terça-feira, junho 06, 2006

Em branco

Ora não querem lá ver o que me aconteceu hoje?
Eu bem que fui ao site d'O Publico, d'A Bola e do Diario de Coimbra mas nada me pareceu capaz de despertar a atenção, talvez porque as notícias tenham sido quase as mesmas nos últimos dias.
Relembro algo que me marcou no dia de hoje e nos últimos dias mas como não falei muito sobre o assunto acho que acaba por ser adequado.
Como qualquer grupo de amigos tem, o curso de Bioquímica tem um mail group já há bastante tempo e que nem sempre funciona da melhor maneira, mas por vezes acaba por ter mensagens importantes e algumas discussões como a que se gerou nos últimos dias.
Para quem não estiver dentro do assunto vou tentar resumir ao máximo, correndo o risco de ferir susceptibilidades, mas que se lixe.
Ora assim foi: Um caloirito andava perdido e decidiu atirar o barro à parede e ver se colava. Ora lá pôs ele a questão que a maioria não se atreve a fazer e é claro que as respostas foram desde o pôr-do-sol à beira-mar até à tempestade do século.
O que vi acima de tudo foi um choque de gerações, um choque de personalidades e um choque dos que ficam chocados porque acham que devem ficar chocados e fica bem, "prontos".
A verdade é que sempre existiram e sempre existirão diferentes perspectivas para uma mesma questão. Teremos sempre os radicais que defendem o preto e os que defendem o branco, e depois aqueles que estão ponderadamente nos diferentes tons de cinzento. É claro que há camaleões espontâneos, que ora são brancos ora são pretos e por vezes mesmo cinzentos.
Confesso que fiquei satisfeito pela forma como um caloiro juntou tantas pessoas de diferentes gerações bioquímicas a falar sobre um problema que nos afectou a todos e ainda nos afecta. Só espero que os vários professores que fazem parte do mesmo grupo retirem alguma coisa da discussão...
Abraço,
Virgilio

terça-feira, maio 30, 2006

Brincadeiras e gargalhadas

Mais um dia de trabalho (pouco) puxado. Chego a casa, tomo a bela da banhoca, ligo o portátil e verifico uma vez mais o que faz girar portugal no mundo das notícias. Lá fora chove quase torrencialmente por segundos e ao longe troveja.
A Bolanão me diz nada de novo, mas o Público faz-me rir, sorrir e pensar em tom de gargalhada o que já me tinha ocorrido aquando da publicação da notícia.
O Eduardo Prado Coelho nem sempre tem o meu apoio, mas as palavras de hj (ontem) fizeram-me sorrir:
Pergunto-me: mas os pais avaliam o quê? Se os professores são bonitos ou feios? Se as professoras usam ou não as saias curtas? Se vão à escola regularmente?"
Eduardo Prado Coelho, sobre a hipótese de os professores serem avaliados pelos pais dos alunos, PÚBLICO,

Pois eu acho muito bem que os pais façam parte do sistema educativo. Não só acho bem, acho essencial! Mas a avaliar professores???
Cada vez mais nos debatemos por uma maior participação dos pais na educação dos filhos, cada vez mais os pais estão ausentes das escolas e só lá vão mesmo quando os professores os chamam, e se for por outro qualquer motivo que não seja: O seu filho bateu num aluno! ficam mal dispostos, e a resmungar que se os filhos têm más notas a culpa é dos professores. Ou então há sempre o caso dos pais que se queixam que os filhos têm muitos trabalhos de casa.
Pôr os pais a avaliarem professores que nunca viram na vida só pode ser brincadeira de carnaval! Não me parece que dar aos pais o poder de avaliar os professores os vai aproximar mais das escolas e da educação dos filhos. E se pensarmos nos milhares de portugueses com filhos em idade escolar que são incapazes de os ajudar pois não possuem conhecimentos suficientes, como serão eles capazes de perceber o que lhes pedem para avaliar?
Bem, tenho apoiado muitas das medidas deste governo, mas esta... deu para umas gargalhadas!
Abraço
Virgilio

terça-feira, maio 23, 2006

A educação, o nível de vida e a neve!

Depois de algumas semanas um pouco afastado da realidade regresso com mais umas palavras.
Já há algumas semanas que medito sobre o assunto da educação, estimulado por diversos emails da mailing list de bioquímica sibre Bolonha.
Estou num país diferente, e pegando no post de ontem do Ricardo, num país onde a qualidade de vida é bastante elevado.
Neste país a universidade é feita para os alunos (algo que sempre defendi) e a classificação e comentários dos alunos são tornados públicos. Existe mesmo um site acessível a todos onde essa informação é colocada e já muitos foram os alunos que vi a consultarem esse site para escolherem que cadeiras fazer. Uma Universidade feita para os alunos onde a maioria das cadeiras é dada por vários professores, que acabam por entrar em disputa pela melhor classificação, e dessa forma aplicam-se de maneira a satisfazer as ambições dos alunos. Desde cópias à nossa espera no início das aulas com os slides que vão ser apresentados, a resumos da matéria com respectivos capítulos dos livros recomendados. Uma universidade que disponibiliza aos alunos a possibilidade de, durante os supostos quatro meses de férias passarem-nos num laboratório a serem pagos, permitindo o desenvolvimento das habilidades de cada um nas mais diversas áreas. Mas claro que se o desejarem, têm dois semestres (termos) em que podem fazer cadeiras para adicionar ao curriculum.
E esta é a altura em que pensamos: Que sistema maravilhoso!
Pois, mas a verdade é que o valor das propinas é de tal ordem que os alunos pedem empréstimos para pagar propinas (ou os pais emprestam sem juros) para poderem frequentar a universidade, para exercerem um direito universal! A grande maoria dos alunos trabalham desde os 16 anos para juntarem dinheiro para ajudar a pagar a universidade, e muitas vezes quando lá chegam têm de continuar a trabalhar para se sustentarem, e depois quando acabam os primeiros anos são sempre para pagar esses empréstimos.
Agora reflectimos: será que vale a pena? E olhamos para o nosso pequeno Portugal. Na verdade será assim tão dificil demonstrar a estes países que é possível ter um sistema de ensino superior maioritariamente financiado pelo estado e com a mesma política de: "As Universidades existem porque existem alunos!"?
Consigo pensar num entrave a este sonho que tenho. É que por aqui, são muito poucos os licenciados desempregados. As universidades existem para o mercado em que estão enquadradas e dessa forma um tal investimento por parte dos alunos é recompensado. E em Portugal todos sabemos como estão as coisas, como as Univresidades estão desenquadradas do mundo que as rodeia.
Podia estender-me aqui falando de como se ganha muito dinheiro na construção ou nos poços de petróleo, o que é também um factor importante, mas acho que no seguimento das palavras do Ricardo tinha de referir esta peculariedade de um dos países com maior qualidade de vida. Mais uma vez confirmo que a educação, e a boa educação, enquadrada no tempo e espaço é uma ferramenta vital para o desenvolvimento de um país e o melhoramento da qualidade de vida.
Porque será que demora tanto tempo aos políticos portugueses abrirm os olhos e ver o que já mais de meio mundo percebeu?
Abraço da terra onde já não há neve e a primavera veio em força

terça-feira, maio 09, 2006

Sem Palavras

Ora portanto, foi assim:
Jogo de basebol (em que eu joguei), pizza de borla, jogo de hoquei e 13 ou 14 jarros de cerveja depois apenas me restou ir directo para a cama que nao parava de rodar e acordar pela manha com uma ressaca....
Portanto ah minha maneira la celebrei a queima...
Abraco,
Virgilio

terça-feira, maio 02, 2006

Bola no Domingo, Hoquei na segunda

No domingo acordei cedo para ir ver o Glorioso.
Local: Charcutaria Micaelense (sim, donos de S. Miguel, Açores, Portugal).
Não foi pelo jogo em si, que pouco mais há a acontecer no campeonato, mas pela experiência.
É mais um bocadinho de Portugal que descubro por aqui. E foi quase tal e qual como acontece por aqui: os sportinguistas a torcerem pelo Setubal e os benfiquistas a gozarem com os sportinguistas e com o resultado do Rio Ave-Sporting.
Falava-se português, por vezes com sotaque açoreano, por vezes com sotaque canadiano, mas falava-se português. Os palavrões estavam lá todos, a garra, a mística e a rivalidade também. E durante hora e meia senti-me quase em casa.
É claro que ver o Benfica a jogar às 11:30 e beber uns martinis e umas cervejas a essa hora foi um bocado estranho, mas a bela da bifana e da cervejola para o almoço caiu que nen ginjas!!!
Depois foi a segunda-feira.
A equipa cá do sítio atingiu um feito que lhe escapava há mais de oito anos. Não, não estou a falar de taças ou campeonatos, mas sim do facto que pela primeira vez nos últimos 8 anos os Oilers passaram a primeira fase dos playoffs da conferência do Oeste. As ruas encheram-se de pessoas mais ou menos embriagadas, mas todas em extâse absoluto. Buzinas, caravanas, camisolas e bandeiras. Uma cidade inteira em festa e eu com vontade de buzinar também, com vontade de ir para a rua e festejar a manutenção da minha briosa, o campeonato do benfica, ou o título de campeão mundial da nossa selecção.
Mas estando o porto como campeão, e eu demasiado longe para a manutenção da briosa, resta-me esperar estar em portugal por alturas da final do campeonato do mundo e gritar tão alto que toda a gente em Edmonton me vai ouvir...
O desporto tem destas coisas...
Abraço,
Virgilio

PS - Lets Go OILERS, Lets GO!
PS2 - BBBBBBBBBRRRRRRRRRRRRRRRRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, abril 25, 2006

Liberdades

Nao podia certamente deixar passar este dia em claro!
Ha 32 anos comecava a desenhar-se o que hoje temos em Portugal!
E se para uns foi a concretizacao de um sonho, para outros era o fim.
Hoje, alguns sonhos tornaram-se num pesadelo. Eh claro que que a revolucao nao foi perfeita e o que foi feito pela revolucao, e nome da revolucao, resultou muitas ezes em "aentados" ah propria revolucao.
Por muitas vezes dei por mim a culpar a revolucao pelos males do nosso pais! Nao que considere que a revolucao foi um erro, isso nunca seria capaz de dizer em momento algum, mas porque a revolucao deu cobertura a muita coisa e serviu de desculpa a muitas mais.
Mas se o 25 de Abril de 1974 foi o principio de um sonho, acho que 32 anos depois esta na altura de acordar. Por muito bela que seja a Bela adormecida em sono profundo, ha que acordar e fazer outra revolucao. Nao digo que devemos esquecer o que aconteceu, mas esta na alura de guardar as memorias no sitio certo e partir para uma nova vida!
Eh bonito, o Fado, mas esta na altura de cantar mais alegre, limpar as lagrimas e sorrir, deixar os sonhos e viver a realidade.
Sim, a realidade do nosso pais eh dura, mas pelo menos temos hoje a liberdade de o dizer alto e em bom som, hoje tenho o direito de escrever estas palavras sem medo que eu ou os meus familiares sejam presos e torturados.
E estando na altura de acordar, ninguem melhor que nos para o fazer. Porque nos nao nascemos o sonho, as vivemos o sonho, e ganhamos o vicio de desculpar os fracassos com o sonho!
Acordemos e comecemos a revolucao hoje mesmo!

Quente e frio

Pois nao querem la ver que o meu portatil decidiu meter baixa por problemas na canalizacao e agora nao tenho acentos, nem cedilhas???
E como se tudo isto nao bastasse, quando pensava que depois da tempestade vinha a bonanca... Qual Katrina surgido do Atlantico... Pimbra!!!!!!!!!!!! Mais trabalho ainda.
Mas nao estou aqui hoje para me lamentar da minha vida de estudante/cientista=escravo! Hoje falo-vos de algo que me tem surpreendido nos ultimos tempos e que me deixa com uma pontinha de medo.
Com o tempo a correr tao depressa, e tendo saido de Portugal, terra Mae, ha ja quase um ano, chega a altura de comecar a pensar num regresso merecido para umas ferias.
Depois de um Inverno que os canadianos consideraram muito "simpatico" (apesar de ainda nao ter percebido qual a simpatia de umas valentes semanas com temperaturas a rondar os -20, vento e mais de 30 cm de neve por todo o lado). Mas como ia eu dizendo, depois de findo o Inverno, as coisas aqueceram, o sol despontou forte e quente e as nuvens aparecem uma vez por semana para dizerem que ainda estao vivas.
Conversava com pessoas conhecidas, matava saudades, e ah pergunta do costume (Como eh que esta o tempo?) eu respondia com um satisfeito: Esta quente!
Mas nao querem ver que o meu termometro variou por completo??? Depois de ter ido ah rua fumar um cigarrito em mangas de camisa arregacadas e ter esturrado... Volto ao lab, abro o site da univ... E nao eh que estao apenas 6 graus la fora???
Ora imaginem la como vai ser voltar a Portugal em pleno Verao, 40 graus ah sombra???
E se gordura nao eh coisa que abunda no meu corpito (barriga de cerveja nao conta) rapidamente ficarei frango de churrasco quando chegar a casa!
Alguem tem experiencia no assunto? Aceitam-se sugestoes para sobreviver!

Abraco
Virgilio