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quinta-feira, janeiro 10, 2008

MiniCat

Hoje, pela hora de almoço, surgiu uma conversa engraçada. Alguém tinha visto uma notícia acerca de um carro que ia começar a ser produzido este ano. Tratava-se de um carro que utilizava uma energia alternativa – qualquer dia o petróleo passa a ser olhado de lado, vão por mim... Basicamente é um carro movido a… ar! Ar comprimido, ok, mas não deixa de ser ar!!!
A conversa logo derivou para vários temas, como o baixo preço a que o carro vai ser comercializado, as questões políticas que isto deverá gerar devido aos efeitos nas receitas dos impostos sobre os combustíveis, a própria indústria petrolífera, as questões ambientais em causa, mas acima disto tudo, surge a questão sobre os intrometimentos americanos no Médio Oriente, curiosamente sempre nos países produtores de petróleo… Quando uma moda destas pegar – dos energias alternativas e “amigas do ambiente” – já pensaram como o Mundo que conhecemos hoje pode mudar?...
Podem ver mais detalhes sobre esta inovação aqui.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Desorganização...

Trago-vos um pequeno episódio que descreve bem 0 quão errada está a cultura do "o que é nacional, não presta"...
O cenário é simples: um amigo nosso mudou de trabalho. Quer dizer, não mudou exactamente de trabalho, mudou apenas de escritório na sua empresa... Estava a trabalhar num país e mudou-se para outro, que não Portugal (não interessa agora para o caso, mas mudou-se para um país que supostamente é uma das nações mais desenvolvidas do Mundo...)
Ora este processo decorreu durante alguns meses - 6 meses para ser mais preciso - e teve o desenlace durante Setembro passado, em que as condições ficaram todas acordadas e se assumiu o compromisso da transferência. Assinaram-se e rasgaram-se os contratos necessários e lá começou a nova etapa. Até aqui tudo normal.
O que é estranho no meio disto é que já lá vão quase 2 semanas de "trabalho" e esse nosso amigo ainda não está efectivamente a trabalhar. Ainda não tem projecto! Já está no escritório a full-time, mas ainda se vai entretendo apenas a fazer alguns cursos de formação online, um bocado para justificar o tempo e não o passar de braços cruzados...
Segundo lhe comunicaram, as pessoas que fazem as equipas nos projectos e colocam os "recursos" nas vagas existentes, apenas foram informadas na semana que antecedeu a sua chegada de que ele ia efectivamente aparecer!... Esplêndido!
(...)
- Olha, para a semana vai aparecer aí um Português para trabalhar...
- Tudo bem, ele que venha na Segunda-feira!
- Dá-lhe lá um computador e um cartão de acesso aos escritórios...
- Eu digo-lhe onde ele pode ir tratar disso tudo, n tem problema!
- Ele que se sente lá à frente duma secretária qualquer, temos lá muitas... Enquanto não aparecer nada para ele fazer, que se vá entretendo, que nós vamos-lhe pagando...
(...)
E ele lá continua... Activamente à espera, porque também não é de se encostar a dormir à sombra do chaparro...

Se isto se tivesse passado em Portugal, era porque o nosso país é uma tristeza, uma desorganização, um terceiro-mundismo bacoco, etc... e que "lá fora" é que era...
Pois bem, "lá fora" as coisas podem ser tão más ou até piores do que em Portugal, é importante não esquecer isso...

terça-feira, janeiro 16, 2007

Os outros nunca vão entender!

Hoje de manhã recebi um mail de um amigo! Homem de Coimbra e adepto da Académica, deixou-me os olhos humedecidos com as curtas palavras que escreveu sobre o jogo de ontem, em que recebemos e perdemos 2-0 com o Benfica. Pode ser um pouco polémico e politicamente incorrecto, mas não quero deixar de o partilhar aqui:

A Académica perdeu e pronto. Não me desculpo com penaltys como fazem os outros. Quando acabou o jogo eu era ainda mais da Académica. E hoje ainda mais.

Os chamados "grandes" de Lisboa precisaram do Salazar para o ser. Os do Porto, precisaram do Calheiros e do Apito Dourado.

A Académica é transversal, diferente, vai além da bola na trave. Os "outros" nunca a vão entender.

sábado, abril 08, 2006

Quem não chora, não come?

vou contar-vos um episódio para contextualizar um pouco o assunto que hoje vos trago.
Quando eu era um teenager inconsciente, bateu-me a porta um pedinte! Dizia que tinha fome e não tinha emprego nem dinheiro... Logo lhe foi oferecida a fruta que tínhamos em casa para ajudar uma pessoa obviamente necessitada.
Até emprego lhe foi oferecido: '8h da manha esteja aqui'! Mas quando soube que era para trabalhar na construção civil, logo disse que não era a sua área... (quer fazer carreira como pedinte, pensei eu...) Obviamente, dinheiro foi coisa que não lhe demos!
Lembrei-me disto hoje, quando ia no Metro, para levantar o meu BI na famigerada Loja do Cidadão. Chateia-me ir no Metro, (pouco) descansado da vida e ter de sentir pena do gajo que vai a tocar acordeão e que anda com um menino, dos seus 8 anos, a pedir esmolas aos passageiros do comboio. Provavelmente se lhe oferecesse emprego dir-me-ia que não está interessado em trabalhar. Deve ganhar-se bem a tocar umas gaitadas no Metro. Por isso recuso-me a dar uma esmola aos pedintes, a menos que me esteja a incomodar o peso das moedas!
Pode parecer um pouco insensível da minha parte, mas se por um lado há pessoas a quem a vida simplesmente não sorriu e que nunca tiveram possibilidades para conseguir melhor vida, por outro lado há muito homenzinho por aí, com bom corpo para trabalhar, e que preferem dedicar-se à vida de mendigo.
Revolta-me que depois vá ao Supermercado e veja ciganas a ameaçar os seguranças que "quando saíres daqui vais ver o que te espera lá fora" simplesmente porque o homem fazia o seu trabalho - garantir que toda a gente se comportava de forma civilizada e mais ou menos ordeira. Provavelmente foi a esmola do agente da Securitas que pagou o pacote de arroz que a mulher levava na mão e que certamente seria o jantar para ela e para a criança que levava no braço.
Que Mundo este.

sábado, março 25, 2006

A Loja do Cidadão, a lavandaria e o meu trabalho!

Hoje fui à Loja do Cidadão!
Não quero falar mal daquilo, até porque a ideia é boa e eu fui lá na manhã de Sábado - que deve ser o período com mais afuência de "clientela"...
O facto é que cheguei lá perto das 13h e tirei a senha nº 209 (o mostrador indicava que o próximo a ser antendido seria o número 150)... Contente da vida - será rápido, pensei - fui petiscar ao café da esquina por breves minutos e regressei, confiante que deveria já estar perto da senha nº 200... Vinte minutos tinham passado e ainda ia no número 159... "Vou dar mais uma volta", pensei... Saí e fui experimentar os ares do Rossio, fui ao Banco, fui ver umas montras, ler o "A Bola", fui à TV Cabo... mais meia hora passara! De volta aos Restauradores: 168! Em grande! 18 números em sensivelmente 60 minutos! Eram já perto das 14h e ainda faltavam 31 pessoas ser atendidas antes de mim e a hora de encerrar o serviço eram as 15h... À medida que se aproximavam as 15h, notei o ritmo do "bip" a aumentar... Seguramente teriam havido alguns desistentes, mas não justificavam tal mudança de ritmo! Certo é que eram 14h50 e eu estava a sair de lá! Curiosa a relação directa entre a mudança de ritmo e o aproximar da hora de encerramento do expediente...

Hoje também fui à lavandaria!
Tinha um fato para lá deixar, já que precisa há uns dias de uma limpeza! Fui lá antes de ir à Loja do Cidadão, por isso era pouco antes das 13h. Mal entrei nas instalações da lavandaria, perguntei se trabalhavam o horário completo ao Sábado - tal como vi afixado na porta do estabelecimento - estava surpreendido e queria confirmar se não tinha visto mal. Prontamente me disseram num tom misto de indignação e brincadeira: "Ai, era o que faltava!..." Eu fiquei contente por lá ter chegado a horas e provei que tinha consciência daquele horário limitado com o pedaço de sandes de chouriço e manteiga que vinha ainda a mastigar por temer chegar atrasado. :)
Deixei o fato fielmente depositado nas mãos da senhora, paguei e guardei o meu talão - que a senhora me recomendou a trazer no dia em que fosse buscar o fatinho! Já com a sandes de chouriço deglutida, rumei à estação do metro e fiz-me ao caminho.

Ontem fui trabalhar!
Entrei à hora prevista, o dia passou relativamente rápido, para sexta-feira, e acabei pouco depois da hora definida no nosso horário "indicativo"... Trabalhei sempre ao mesmo ritmo, mesmo com o aproximar da hora de saída, e nunca torci o nariz quando nos começámos a aproximar (e até depois de ultrapassar) a dita hora... Saí de lá ainda de dia - pela primeira vez desde que lá trabalho - e vinha com um sorriso na cara! Como qualquer pessoa normal, gosto de folgas e fins-de-semana! Mas também gosto de trabalhar - nunca pensei dizer isto! Se calhar tenho a sorte de ter um bom ambiente de trabalho e de fazer algo que gosto! Mantém-me atento e agradam-me os desafios que vou ultrapassando ao longo do dia!

Nos três sítios se podem encontrar pessoas bem dispostas. Diria até competentes. Mas com diferentes níveis de motivação - porquê?

sábado, março 11, 2006

Quero mais. Muito mais!

Antes de entrar em qualquer tipo de exercícios pseudo-intelectuais ou simplesmente eruditos, ficam desde já avisados que não está associado aos meus comentários qualquer tipo de pretensão de acrescentar algo mais a uma já extensa (mesmo que não muito intensa) blogosfera. Os meus comentários são de cariz claramente individualista, como quem gosta de olhar para o seu umbigo. Não que seja o umbigo mais bonito do Mundo (e não poderia ser, quando há por aí tantos umbigos tão mais sedutores), mas porque é o meu. É o que tenho e gosto de ser feliz com o que tenho. Não quer isto dizer que não nos devamos procurar algo mais, mas devemos saber valorizar o que temos e ser felizes nessa medida.
Não tem nada a ver com o conformismo a que nos temos habituado em Portugal. Temos muito a mania de dizer que somos uns coitados, que somos tristes e que temos um Governo incapaz e pouco interessado em zelar pelos interesses da Nação. Não vou por aí. Recuso-me! Julgo que não devemos prestar demasiada atenção aos governantes. Não gosto deles e acho que nunca vou gostar. Tenho é a plena certeza de que se algum de nós quiser alguma vez ter alguma coisa na vida não pode encostar-se e esperar que o Governo garanta um emprego, uma casa, os transportes públicos à porta de casa, um serviço nacional de saúde 100% eficiente, uma estrutura infalível no campo da educação ou até uma componente cultural e desportiva altamente desenvolvida. Temos de ser nós! Todos e cada um a lutar por melhorar a nossa situação. Individual e colectivamente, ser capaz de querer sempre mais e melhor, sem nunca nos esquecermos do que já fomos capazes de ir conquistando pelo caminho. Sim! Continuo a recusar-me a falar mal de tudo! Muita coisa que temos e que foi sendo desenvolvida ao longo dos anos deve-se, em parte, aos sucessivos Governos que toda a gente foi sempre criticando e crucificando. Provavelmente nenhum deles foi perfeito, mas há que reconhecer os méritos que tiveram (por menores que possam ter sido).
É e será sempre mais fácil falar mal e desvalorizar Ministros ou Presidentes da República, mas eu não o faço. Muito possivelmente sou uma minoria (quem sabe se não sou mesmo o único a pensar assim), mas para falar mal já chega o Miguel Sousa Tavares. É preciso pensamento positivo! Energia positiva! Pensar positivo! Sempre no caminho ascendente e de procura de melhores desempenhos, nunca no caminho mesquinho e redutor de apontar o dedo e destruir tudo e todos, sem acrescentar qualquer valor!

PS1: Quero agradecer publicamente o simpático convite do Ricardo para participar neste espaço. Obrigado.
PS2: Detesto política.